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Não transforme sua equipe em picles

Você gosta de azeitonas? E brócolis? E na salada, acha que uma cenoura vai bem? Eu adoro todos eles, cada um com um gostinho bem peculiar, fácil de identificar numa receita. Mas quando todos eles são cortados e misturados a uma quantidade de vinagre, sal, açúcar e pimenta, viram picles. Todos ficam iguais.

Toda empresa tem uma cultura, um jeito de trabalhar, um DNA próprio. Mesmo que todos os diretores e gerentes sejam substituídos, em geral, o “jeito” da empresa não muda. Se ela é uma organização com processos burocráticos, muito provavelmente vai continuar sendo assim por um bom tempo; se tem espírito jovem e livre, dificilmente vai se tornar quadrada e lenta do dia pra noite. Cada empresa tem suas próprias características e é importante perceber os prós e contras de cada jeito de ser. Nenhum deles é melhor ou pior: existem profissionais que preferem trabalhar de maneira mais tradicional e outros que se sentem melhor quando sentem que têm liberdade para criar e desenvolver suas próprias soluções.

Empresas que tem como meio (ou fim) a inovação, precisam ter em seu DNA um conjunto específico de características que passam longe da burocracia e do que é tradicional. E pra isso, precisam de pessoas diferentes.

Manter a diversidade de ideias em uma empresa é um baita desafio, mas recompensador. Profissionais de diferentes origens, que passaram por experiências completamente distintas de vida, estudo e carreira, quando se encontram em um mesmo projeto podem criar soluções fantásticas. Entretanto, contratar um profissional cheio de bagagem e moldá-lo para que ele se encaixe em uma estrutura é transformá-lo em mais um. Quando a essência do profissional e as características que o fizeram ser contratado não podem ser exploradas pelas limitações que a empresa impõe, repense. Aproveite o que cada funcionário tem de melhor e não transforme sua equipe em picles.

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