Artigo

Design de informação é demais

Florence Nightingale foi uma enfermeira britânica nascida em 1820 que mudou os rumos da Medicina e elevou os padrões de higiene de hospitais do mundo inteiro. Eu poderia usar alguns parágrafos para falar sobre sua brilhante carreira, mas recomendo dar uma lida na Wikipedia para conhecer melhor sua história. O trabalho de Florence que quero destacar é de Design de Informação.

Durante a Guerra da Crimeia, ela foi enfermeira chefe do hospital do exército de Scutari – um distrito de Istambul, na Turquia, atendendo a centenas de feridos. Em dado momento, percebeu que muitas mortes não eram decorrentes dos ferimentos da guerra. Tentou chamar a atenção da comunidade para o assunto mas ninguém conseguia ter a noção real sobre a extensão do problema.

Então, Florence reuniu todos os relatórios a que tinha acesso e representou visualmente as informações coletadas para explicar a natureza das mortes. Em 1857, o Diagrama das Rosas foi um dos primeiros gráficos de setores (também conhecidos como gráficos de pizza) criados. Dividido por períodos, ele representava:

– em rosa: mortes causadas por ferimentos de guerra
– em preto: mortes de causas diversas
– em azul: mortes que poderiam ter sido evitadas (se as condições de higiene do hospital fossem melhoradas)

Com essa representação, Florence conseguiu mobilizar autoridades e sensibilizou todo o setor médico e sanitário da região em que trabalhava. Tornou-se o nome mais importante da história da enfermagem, além de pioneira na utilização de representações visuais de dados médicos. Pela importância de seus feitos, Florence ganhou um museu em Londres.

É fascinante como o design consegue ajudar na percepção de informações. Não é à toa que infográficos fazem tanto sucesso em diferentes áreas da comunicação. Por meio de desenhos, metáforas e comparações é possível explicar assuntos complexos de maneira que qualquer pessoa consiga entender.

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